Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 18/11/2021

O documentário “Absorvendo o Tabu” relata diversos depoimentos de indianos sobre a menstruação e os estigmas que a temática carrega, como por exemplo os absorventes, o qual os entrevistados não sabiam para o que serviam. Ao refletir a respeito da pobreza menstrual, no Brasil, a problemática ocorre em virtude de dois fenômenos: desigualdade social, acompanhada pela persistência do tabu acerca dos assuntos femininos. Diante desse quadro, é necessario que açoes sejam tomadas.

A princípio, torna-se possível perceber que no Brasil a discrepância salarial destaca-se nos direitos básicos do ser humano, uma vez que para as camadas mais baixas da população os itens de limpeza são luxos, devido ao alto valor e falta de infraestrutura. Diante disso, percebe-se, de acordo com o jornalista, Gilberto Dimenstein, em sua teoria “Cidadãos de Papel”, onde expõe as falhas de garantir os direitos para os cidadãos mais pobres, visto que nem sempre as leis são cumpridas. Analogamente, segundo o Ministério de Saúde, a distribuição de absorventes gratuitos para a sociedade é um direito de saúde pública. Contudo, na realidade não acontece, tornando os “cidadão de papel”, já que as famílias sofrem com a falta de recursos para comprar os itens de higiene bacias femininos, como absorventes ou coletores e não recebem apoio do Estado. Com isso, a insuficiência para com essa parcela da população contribui para a pobreza menstrual.

Desse modo, o estigma sobre a saúde feminina corroboram para a falta de conhecimento sobre a menstruação. À vista disso, nota-se desde os tempos antigos que as mulheres foram ensinadas a não falarem sobre assuntos considerados proibidos para elas, como menstruação e sexo. Nesse sentido, a perpetuação desses assuntos como tabu até hoje em muitas culturas, porém são essenciais para uma vida saudável. Assim, até os dias atuais  homens sempre cuidaram de assuntos mais íntimos das mulheres, as quais até os dias atuais, na era da informação, muitas mulheres não possuem conhecimentos a cerca do proprio corpo em deterimento da perpetuação desse paronama de tabu.

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que Organizações Não Governamentais (ONGs) em parceria com empresas público-privadas, para a arrecadação e distribuição de itens de limpeza como absorventes e coletores para esse período feminino nas escolas e universidades públicas, de forma a quebrar as desigualdades e o tabu acerca dessa temática na sociedade, com a finalidade de que a população possa viver uma vida saudável e usufrua de seus direitos. Com tais medidas, o tecido social poderá se desprender de certos tabus e situações, como do documentario “Absorvendo o Tabu” será apenas um retrato do passado.