Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 19/11/2021
Na obra ‘‘O Cidadão de Papel’’, o jornalista Gilberto Dimenstein critica o sistema de leis do brasil, o qual possui uma boa elaboração, porém carece efetividade na prática. Sob esse viés, a crítica da obra sobretida se aplica no contexto nacional quanto a pobreza menstrual na sociedade brasileira, pois é uma questão a ser solucionada. Logo, é necessário medidas para solucionar esse impasse, que é motivado pela desingualdade social e pelo tabu ainda recorrente. Em primeiro lugar, constata-se a banalização da sociedade como uma das causa da pobreza menstrual no país. Nesse contexto, a filósofa Hannna Arendt criou a expressão ‘‘Banalidade do Mal’’, a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, de modo a torná-las banais. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que parte da população não tem recursos financeiros suficientes (ou nenhum) para obter tais produtos de higiene básica, como o absorvente ou até mesmo o sabonete para o banho diário, o que acarreta a exclusão do círculo social durante esse período. Dessa forma, devido a normalização desse impasse, a problemática é agravada no meio social. Ademais,a carência de discurssões acerca da pobreza menstrual é um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do ‘‘Silênciamento dos Discursos’’, alguns temas são omitidos na sociedade afim de se ocultar as mazelas sociais. Sob essa perspectiva, na sociedade brasileira comtemporânea, a visão do autor pode ser aplicada quanto a ausência de discursão sobre o tema, porquanto o assunto pouco é debatido no âmbito midiático, o que acarreta a manutenção do problema no país e consequentemente faz com que o tabu prossiga sem que tenha a chance de ser cessado. Desse modo, devido a carência de visibilidade dada à questão, a problemática se mantém no Brasil. É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas, com o intuito de solucionar os desafios no combate a pobreza menstrual. Para isso, é dever do Ministério da Saúde, em parceria com o da Educação, implementar um projeto de democratização da saúde menstrual, por meio de distribuição de absorventes e coletores menstruais, tanto nas escolas, quanto nos postos de saúde, além da organização de visitas de agentes de saúde, nas comunidades e nas escolas, com o intuito de desmistificar o enorme tabu ainda enraizado sobre o assunto. Feito isso, a realidade destoará da obra de Dimenstein.