Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 19/11/2021

Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Barreto, o major Quaresma, acreditava que se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria a patamar de nação desenvolvida. Porém, ao observar os objetivos para combater a pobreza menstrual no Brasil, percebe-se que esses desafios não foram superados, já que a omissão governamental e a desigualdade social potencializam a problemática.

Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a negligência do governo está entre as principais causas desse revés. Nessa óptica, de acordo com Thomas Hobbes, a função do Estado é garantir o bem estar-social. No entanto, na prática essa prática é ilusória, pois o Governo investe de maneira mínima em projetos de distribuição de absorventes e materiais incluídos para conter as ocorrências durante o período menstrual. Deixando assim uma população feminina sem auxílio para enfrentar essa barreira.

Ademais, a desigualdade social é um dos fatores que agravam o impasse. Nesse contexto, segundo o político Adenauer, todos vivem sob o mesmo céu, mas nem todos sob o mesmo horizonte. Sob esse viés, é lícito pontuar que mulheres das regiões pobres não possuem o meio de obter esse material, visto que a maioria possui renda familiar abaixo do salário mínimo, com isso acabam utilizando folhas de jornais ou pedaços de pano para absorver o sangramento, com isso deixando-as desconfortáveis ​​em um momento sensível.

Verifica-se, então, a necessidade de medidas para mudar esse cenário negativo. Portanto, cabe ao Estado juntamente com os ministérios como por exemplo da saúde e educação, por meio de campanhas para arrecadar materiais como absorventes, tampões e coletores, realizar a distribuição, para classes inferiores, um fim de proporcionar a todas, de forma igualitária, acesso aos recursos disponíveis para passar por este ciclo mensalmente. A partir disso, é possível alcançar o patamar de um país desenvolvido, segundo Barreto.