Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 27/11/2021
A Organização das Nações Unidas (ONU), diz que o acesso à higiene menstrual é tido como um direito e deve ser tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. No Brasil, uma em cada quatro adolescentes não possui um absorvente durante seu período menstrual. É o que mostra o relatório Livre para Menstruar. De acordo com a antropóloga Mirian Goldenberg, o termo nascido na França pode ser definido como “a falta de acesso não somente a itens básicos de higiene durante o período de menstruação, mas também a falta de informação, dinheiro para comprar um absorvente e, principalmente , falta de apoio ”. Segundo Mirian, uma em cada quatro meninas no Brasil faltam à aula por não possuírem absorventes, e isso, 50% nunca falaram sobre o assunto na escola. Uma sociedade na qual as mulheres escondem absorventes e até se sentem envergonhadas ao serem vistas comprando um dificuldade em se falar sobre a menstruação. A absorventes, além de provocar uma perda de confiança e autoestima nas mulheres. Não Brasil, 20% das adolescentes não possuem água tratada em casa e 200 mil estudam em escolas com banheiros sem condições de uso, o que torna ainda mais difícil o manejo da higiene menstrual. Um dos principais motivos pela ausência de itens para higiene íntima é de natureza financeira. O relatório estima que uma pessoa que menstrua gasta entre R $ 3 mil e R $ 8 mil reais ao longo de sua vida com a compra de absorventes, o que para as pessoas que se levantam em situações de vulnerabilidade social.