Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 31/12/2021
A Constituição Federal, de 1988, prevê a igualdade de direitos e deveres que homens e mulheres devem desfrutar. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização do Estado permite que a pobreza menstrual seja um problema enfrentado na vida muitas pessoas. Nesse sentido, a fim de buscar formas de combatê-las, convém analisar as principais causas desse revés. Diante desse cenário, é importante salientar que itens de higiene íntima feminina ainda são inacessíveis para muitas famílias brasileiras devido à desigualdade social.
Dessa forma, Thomas Hobbes, filósofo inglês, defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda coletividade. Infelizmente, vemos que o poder público está em sentido oposto a esse pensamento, pois não presta assistência às mulheres que por não terem uma renda suficiente, muitas vezes, compram só o necessário para se alimentar e não têm condições de comprar produtos como absorventes e coletores menstruais durante o período necessário.
Ademais, deve se analisar a importância da instrução e do apoio social, já que, muitas vezes, a abordagem da menstruação ainda é um tabu no ambiente escolar e no ambiente social. Sendo assim, é valido destacar que a escola não recebe incentivo suficiente para abordar o assunto em sala de aula e o resultado disso é a formação de meninas e mulheres que, muitas vezes, não têm o conhecimento acerca de como melhorar seu bem-estar durante o período menstrual. Essa é uma realidade inadmissível, pois, segundo Nelson Mandela, a educação é a melhor arma para mudar o mundo. É necessário, então, que o país se mobilize diante dessa situação.
Portanto, o governo federal deve garantir à população o direito aos itens de higiene íntima femininos e ao acompanhamento social, por meio da distribuição de absorventes e de coletores menstruais, feita por profissionais da saúde, que irão instruir e orientar as meninas e mulheres sobre a forma correta de usá-los e sobre maneiras de melhorar o bem-estar delas. Espera-se com isso diminuir a pobreza menstrual no Brasil e, assim, garantir a igualdade de direitos de todo cidadão, como defende a Constituição brasileira.