Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 01/01/2022

A filósofa Simone de Beauvoir desenvolveu o conceito de Invisibilidade Social, segundo o qual alguns grupos são intencionalmente excluídos e ficam vulneráveis à criminalidade. Nesse sentido, o grupo de mulheres que não possuem recursos para adquirirem absorventes e outros produtos higiênicos encontram respaldo na tese da filósofa, dada a marginalização social submetida. Com efeito, a fim de combater a pobreza menstrual no Brasil, há de se desconstruir a negligência estatal, bem como a falta de informação.

A priori, a omissão do Estado frente ao problema potencializa o quadro atual. A respeito disso, segundo o filósofo Aristóteles, em seu livro “Ética a Nicomaco” ,a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. Entretanto, é fácil perceber que, em relação à pobreza menstrual no Brasil, essa disposição de Aristóteles não se consuma na realidade, dado que não há investimentos na distribuição de produtos higiênicos e absorventes. Desse modo, o Poder Público não cumpre seu papel legislativo, fazendo com que ocorram diversas lacunas no bem estar social.

De outra parte, a falta de informação também contribui para o quadro atual. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre pobreza menstrual, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Portanto, um caminho para o combate à problemática no Brasil é divulgar tal problema social e fomentar debates, a fim de evitar a banalização do impasse.

Portanto, medidas são necessárias com a finalidade de erradicar a probreza menstrual no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover a distribuição de pacotes de absorventes nas escolas e praças públicas aos grupos vulneráveis, mediante ação conjunta com ONGs, que já buscam realizar tal feito, com o propósito de suprir a demanda por absorventes de famílias sem recursos para comprá-los. Ademais, o MEC, a partir dos veículos de comunicação, deve fomentar campanhas sobre o problema e incentivar debates, com o intuito de tornar conhecida a questão social e evitar a banalização do problema. Dessa forma, espera-se que o país esteja mais próximo dos ideias defendidos pela Constituição federal brasileira e amenize a pobreza menstrual existente.