Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 18/01/2022
É possível afirmar que a Constituição de 1988, promulgada durante o governo de José Sarney, prevê assistência aos desamparados. Infelizmente, o Brasil apresenta dificuldades em lidar com tal ideia, uma vez que muitas pessoas com útero não têm acesso à absorventes, além de terem suas vidas sociais prejudicadas por tamanho descaso.
Sob esse viés, cabe ressaltar a fundamental importância de investimentos financeiros para combater a pobreza menstrual absurda que existe no Brasil. Segundo uma matéria pulicada pelo site CNN, a desigualdade financeira está diretamente ligada à difícil obtenção dos “Modess” (como é popularmente conhecido) . Sendo assim, é inadmissível que as autoridades do país permitam que os indivíduos de baixa renda sejam negligenciados de tal maneira que ferem os direitos humanos.
Além disso, vale lemmbrar de John Locke, que reforçava em sua teoria contratualista o papel e a responsabilidade do Estado em garantir direitos básicos aos seus cidadãos. Mas, no Brasil, isso não ocorre devido ao grande número de mulheres e pessoas trans que deixam de fazer suas atividades diárias (como estudo e trabalho) por não terem como estancar o ciclo menstrual. Logo, percebe-se a ausência de políticas públicas para lidar afrontar o desprezo governamental com tais indivíduos que também merecem dignidade e respeito.
Dessa forma, é urgentemente necessário que o governo federal seja mais competente em garantir saúde básica aos cidadãos, por meio de programas que distribuam absorventes gratuitos nos postos de saúde, além da inclusão dos “Modess” nas instituições de ensino do país. Portanto, tais medidas seriam eficientes para combater a pobreza menstrual que afetam milhares de pessoas no Brasil