Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 25/01/2022
Desde o início da pandemia, muitos brasileiros têm enfrentado dificuldades com problemas sociais que impactam diretamente no cotidiano em suas necessidades básicas pela falta de recursos financeiros que só se intensificou devido à crise. Porém, essa situação só se agravou com o passar dos anos com a mutação do vírus, cenário que só piorou a situação das famílias carentes e principalmente deixando adolescentes e mulheres em situações de vulnerabilidade por não terem acesso e nem amparo público para adquirir absorventes íntimos. A pobreza menstrual é representada por 1 em cada 4 jovens que já faltaram às aulas por não terem recursos para comprar itens básicos de higiene. Além disso, a falta de absorventes nos sistemas públicos é tabu e gera discórdia entre os parlamentares – sendo majoritariamente composta por homens, o que não demonstra representatividade - e que não buscam soluções como forma de resolução parcial do problema. Em contrapartida, esse fato só piora no sistema carcerário. O padrão utilizado para tratar a higiene das mulheres é comparado ao masculino, como se não houvesse diferenças em nada com relação às diferenças fisiológicas na anatomia feminina. Portanto, medidas deverão ser tomadas para resolver este impasse, junto ao ministério da saúde que, por sua vez, deverá se encarregar de participar das distribuições de absorventes gratuitos ou mediante a doações. Também será de suma importância parcerias do ministério público com canais, jornais e meios de comunicações notáveis por diversos públicos de diversas faixas de idade para mover ações para incentivar doações, já que pelos impactos da pandemia, temos conhecimentos sobre a indisponibilidade de recursos públicos para a alta demanda de projetos sociais.