Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 19/01/2022
Ulisses Guimarães - ex deputado federal e participante da Assembleia Constituinte - ao promulgar a Constituição Federal de 1988, que está em vigor até os dias atuais, fez um discurso marcante com com a promessa de tornar a Carta Magna a voz da sociedade rumo a mudanças. No entanto, no que se diz respeito a pobreza mestrual vê-se que meninas, mulheres, homens trans e demais pessoas com útero ainda enfrentam barreiras no Brasil. Nesse âmbito, é lícito destacar como principais causas do problema a negligencia estatal e a má influencia midiática.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a pobreza mestrual. Nesse sentido, o governo, ao invés de promover o bem estar da sociedade, tem uma ação prejudicial à qualidade de vida dos cidadãos. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não garante à população feminina o direito a produtos basicos de higiene mestrual.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a má influencia midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nivel de informação a população, influencia na consolidação do problema, não tratando a pobreza mestrual com a seriedade necessária.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a pobreza mestrual. Por conseguinte, cabe ao ministério da saúde, amenizar este grave problema, por meio de políticas públicas que vizem a melhoria de vida dessas meninas e mulheres, permitindo gratuitamente o acesso a produtos de higiene.