Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 23/01/2022

Desde dos tempos primórdios a mestruação era vista de forma pejorativa, assimilada a sujeira, praga e até mesmo a veneno. Dessa forma, percebe-se a ignorância e a surrealização, ato do qual persiste até os dias de hoje e o que faz indispensável a atenção e a representatividade.

Frequentemente pessoas que tem um útero recebem perguntas sobre seu corpo, já desde de novas, como por exemplo o termo popular “virou mocinha” um termo invasivo e apavorante, que cria a ideia de virar algo diferente, uma pessoa diferente. Diante disso, é compreensível que tenham medo ou vergonha de falar sobre mestruação, as únicas informações compartilhadas foram que elas iam deixar de ser uma criança e virar uma moça, o que cria uma ideia de dever, mas um dever só exigido aos que tem útero.

No entanto, o governo parece não se importar com a saúde física e mental das pessoas que menstruam, como visto do presidente da república que vetou a distribuição de absorventes a famílias carentes, alegou que o país não tem condições de manter o projeto. De acordo com pesquisas recentes, cerca de 4 milhões de meninas sofrem com falta de produtos higiênicos nas escolas, o que consequentemente diminui a frequência de presença e por conta disso acaba agravando ainda mais a desigualdade de gênero no mercado de trabalho.

Diante disso, percebe-se a injustiça e a negação por parte do governo e das pessoas. Portanto, o governo deve fornecer campanhas com profissionais na área da psicologia infantil, com finalidade de ajudar os pais a lidar e entender o jeito certo de abordar os assuntos sobre o corpo da criança e que todas as decisões sobre mestruação e de pessoas que possuem útero, seja somente administrada pelo ministério da mulher e da família com o apoio do ministério da justiça, que visa identificar os desvios  financeiros dos absorventes e produtos higiênicos , a fim de não ocorrer o silenciamento da minoria e o agravamento da desigualdade de gênero.