Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 25/01/2022
Conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, um corpo que está em movimento tende a permanecer em movimento, até que uma força contrária seja exercida sobre ele. De maneira anéloga a isso, torna-se imprescindível uma força “contrária” em relação a probeza menstrual no Brasil e seus desafios para combate-la. Diante disso, observa-se a permanência desse empasse pela desigualdade social, bem como a falta de políticas públicas.
Primeiramente, é indubitável que na sociedade contemporânea brasileira sobrevive em decorrência de uma desigualdade social, que é um dos principais motivos pela permanência da pobreza menstrual, onde mulheres e homens transexuais pobres não se encontram na possibilidade de comprar o material de higiene básico para o ciclo menstrual. Segundo a senadora Zenaide Maia, “quando você não tem dinheiro nem mesmo para comprar comida, itens de higiene como absorventes são itens de luxo”. Em consequência disso, esses jovens em especial os que estão inclusos no meio escolar, são prejudicados, pois, se tornam faltosos nesses dias específicos por não possuirem absorventes que impessam que suas vestimentas de serem manchadas. Logo, esses indivíduos são graves vítimas diante dessa falta, acarretando em problemas psicológicos, bem como no trabalho e estudos.
Ademais, a escasses de políticas públicas contribuem para a consolidação da probreza menstrual. Sendo assim, esta privação pelas entidades governamentais torna a a população decadente e sem amparo, abalando suas estruturas. De acordo com a ativista paquistanesa Malala, “não seremos bem sucedidos se uma parte de nós é retida”. Sob essa ótica, com um governo que não trabalha para promover bem-estar da sociedade torna-se ineficiente, pois, pessoas que vivem em situação de baixa renda, principalmente as que menstruam, são privadas de diversas oportunidades pela falta de apoio do poder público para promover o básico aos mesmos. Em suma, o exercício da democracia não é efetivo, visto que não se aplica as necessidades da população.
Portanto, faz-se necessário que medidas sejam aplicadas contra o avanço da pobreza menstrual no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o Sistema Único de Saúde (SUS) promovam a entrega de absorventes e ítens de higiene básica nas escolas e postos de saúde, para que mulheres e homens transexuais tenham acesso a esses materiais. Além disso, que as escolas possam promover aulas que conscientizem os alunos sobre a menstruação, a fim de que a população esteja livre de todos os tabus relacionados a essa temática. E somente assim, a força contrária sobre a pobreza menstrual será de grande relevância para a sociedade, promovendo assim, a obtenção dos mesmos direitos para todos.