Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 29/01/2022
Durante a Idade Média, o ato de menstruar era visto como algo sujo e tóxico. Ainda hoje, o processo biológico feminino é rodeado de mitos e tabus.
A falta de informação acerca desse tema, pela sociedade em geral do país, gera a perpetuação de crenças e preconceitos, bem como o desconhecimento da realidade de muitas mulheres brasileiras.
Os absorventes higiênicos descartáveis, inventados no século 19, ainda é inacessível, em razão da pobreza, para uma parcela do público feminino no Brasil, evidenciando o cenário desigual e pouco digno. Por conseguinte, várias esferas da vida dessas mulheres podem ser acometidas, como por exemplo, a diminuição da presença feminina no mercado de trabalho, devido a impossibilidade de se manterem ativas durante todo o mês; Analogamente, existe a redução de frequência a escola ou até mesmo evasão por parte de meninas estudantes, por temerem situações vexativas, desrespeitando o acesso a um direito básico: a educação, que por sua vez, prejudica todo o seu processo de desenvolvimento da cognição e convívio social.
Em vista disso, faz-se necessária a abordagem desse tema nas escolas, com intuito de promover a obtenção de conhecimento, através de palestras com ativistas que se engajam no combate a esse tema, além de profissionais da ginecologia para oferecer informações de cunho científico a respeito da menstruação e dos cuidados necessários. Além disso, o poder Legislativo deve empenhar-se na criação de leis que obriguem o Estado a oferecer itens básicos de higiene para esse público alvo, como absorventes descartáveis, coletores menstruais a serem disponibilizados tanto em escolas, como em postos de saúde de todos os bairros. Ademais, os órgãos federais devem abordar o tema em suas páginas nas redes sociais, afim de aproximar o público e relatar a importância desse tema para a sociedade.