Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 05/02/2022
Segundo o filósofo São Tomas de Aquino, todos os indivíduos de uma mesma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmo direitos e deveres. Paralelamente a isso, no Brasil indivíduos como mulheres, transgenêros e intersexuais não apresentam a devida importância e direitos quando o assunto é relacionado a menstruação. Nesse prisma, é importante destacar: a desigualdade social no país e a falta de disponibilização de absorventes nas escolas.
Em primeiro plano, a desigualdade social no Brasil contribui para o agravamento da pobreza menstrual, tendo em vista que a maioria das moradoras de rua, mulheres que vivem em abrigos ou em campos de refugiados e pessoas em situação de pobreza não possuem acesso a saneamento básico. De acordo com a CNN Brasil, 900 mil meninas não têm acesso a água canalizada e 6,5 milhões não possuem ligação a rede de esgoto em suas casas. Dessa forma, com as condições básicas para lidar com a menstruação se tornando inexistentes ou precárias, menstruar acaba se tornando um fardo e uma questão de saúde pública.
Ademais, a ausência de disponibilização de absorventes nas escolas contribui para que muitas meninas tenha sua educação prejudicada. Consoante a marca de cuidados íntimos Always em parceria com a Toluna, uma a cada 4 jovens já faltou a escola por não poder comprar absorventes. Assim, a precariedade menstrual atrapalha no desempenho escolar colaborando na desigualdade entre mulheres e homens no mercado de trabalho, além de prejudicar a saúde física com muitas meninas utilizando papéis, trapos, jornal e entre outros. A disponibilização de absorventes nas escolas principalmente, deveria ser posto em prática, já que os jovens passam a maior parte do tempo no colégio, com isso ajuda na contribuição na educação e saúde dessas pessoas.
Portanto medidas são necessárias para atenuar essa problemática. Para isso cabe ao Conselho dos Direitos Humanos e ao Parlamento garantir a todos os cidadãos direito a saneamento básico, por meio da fiscalização nas cidades e bairros, com o o intuito de assegurar as condições básicas as mulheres. Outrossim, compete ao Conselho Nacional da Educação e ao Senado disponibilizar absorventes todos os meses nas escolas de rede pública, através de projetos, arrecadações e distribuição de higiene pessoal, afim de garantir os direitos das mulheres, homens trans e intersexuais a ter a acesso a uma saúde de vida melhor e a itens básicos. Com essas medidas, será possível a superação da pobreza menstrual no Brasil.