Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 07/02/2022
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura a todos os indivíduos o direito a saúde básica previamente provida pelo Governo da nação. De maneira análoga a isso, diversas mulheres e adolescentes vivenciam a pobreza menstrual continuamente em suas vidas - que mostra como há um abismo a ser enfrentado dentro de uma sociedade para que ela se torne igualitária e isso deixe de ser tratado como tabu pelos brasileiros. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a ausência de políticas públicas voltadas à saúde feminina e a desigualdade social gerada pela falta de acesso à higiene básica.
Em primeiro plano, pode-se destacar a falta de políticas públicas perante à saúde feminina no Brasil - por se tratar de uma questão que afeta inúmeras brasileiras perenemente, este deveria ser um assunto tratado com prioridade e não com tamanha inferioridade pelos governantes. Desse modo, segundo dados estatísticos fornecidos pela ONU no ano de 2014, estima-se que uma em cada dez meninas perdem aula no período em que estão menstruadas. Dessa forma, se torna evidente a negligência do Estado em vista do problema social gerado pela ausência de acesso a produtos de higiene feminina o qual atinge várias mulheres de diferentes faixa etárias às privando do convívio social e atividades habituais.
Além disso, é notória a desigualdade social provocada pela falta de acesso à higiene básica no Brasil - que gera uma lacuna fazendo com que haja uma exclusão educacional e social. Consoante a isso, cabe elencar a frase dita pelo antropólogo Darcy Ribeiro o qual ele relata “O Brasil, o último país à acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”. Sendo assim, o desenvolvimento social se torna impraticante quando uma parcela de indivíduos não consegue nem ao menos fazer suas atividades rotineiras por conta do um problema que pode ser argumentado e resolvido pelo Governo.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar as políticas públicas e conter a desigualdade social, fazendo com que a pobreza menstrual deixe de ser um problema no Brasil. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o Governo Federal, fazer com que UBS’s do país todo tenham um recipiente que contenha absorventes tal qual o de camisinhas, por meio de projetos sociais destinados a mulheres em vulnerabilidade econômica, a fim de que elas se tornem parcelas iguais dentro da sociedade, fazendo com que a desigualdade social seja contida aos poucos. Sendo assim, o obstáculo será vencido aos poucos e em um futuro próspero a pobreza menstrual não será mais um problema para as brasileiras.