Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 12/02/2022
Um tema ainda considerado tabu a pobreza menstrual é a realidade de muitas mulheres e adolescentes no Brasil. Nesse contexto, a falta de condições financeiras para obter o absorvente, que é um item básico de higiene, torna o problema ainda mais grave. Exemplo disso é a falta recorrente das adolescentes nas escolas por não terem acesso a tal item , causando vegonha e insegurança.
Deve-se destacar, primeiramente, que essa pobreza menstrual está diretamente ligada a situação financeira vivida pela maioria das famílias brasileiras. Diante disso, a dificuldade de se obter tal artigo de higiene leva tais mulheres a usarem outros objetos durante o período mestrual, como o papel higiênico, algodão e até panos. Por conseguinte, com o uso imprópio de tais objetos, diversos problemas podem surgir, como infecção no órgão reprodutor feminino, que pode levar até a infertilidade da mulher.
Outrossim, é que durante o período mestrual muitas adolescentes deixam de ir à escola, seja por não possuírem o absorvente como também por vergonha e insegurança. Nesse cenário, o aprendizado de tais alunas é de contínuo afetado, restringindo seu desenvolvimento escolar e social. Ademais, a falta de apoio e informação causa desconforto e medo, e faz com que esse momento deixe de ser normal e comum e torna-se em algo incoveniente e ruim, levando até a reclusão.
Portanto, é evidente que a situação financeira desfavorável e a falta de apoio para a maioria das famílias brasileiras afeta diretamente a vida mestrual das mulheres e adolescentes. Dessa maneira, é preciso políticas públicas que garantam acesso a todas as mulheres e adolescentes ao absorvente, e tais itens devem estar disponíveis nas escolas, postos de saúde e em postos policias. Bem como investir na informação por meio da educação e campanhas públicas que trasmitam a compreensão e os cuidados a serem tomados durante o período menstrual.