Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 18/02/2022

A constituição de 1988 reconhece que o acesso à saúde é um direito fundamental e que deve ser garantido pelo poder público. De maneira análoga a isso, os desafios do combate à pobreza menstrual se tornou uma problemática nos últimos tempos. Nesse prima, destacam-se dois aspectos importantes: pessoas com condições financeiras inferiores e o acesso a higiene.

Convém ressaltar, a princípio, a desigualdade econômica e financeira no Brasil é um fator determinante da precariedade da saúde. Cerca de 30% das meninas brasileiras não tem banheiro em casa, a base da higiene em casa ,junto com o saneamento básico, é o banheiro. Outro fato, é a falta de dinheiro para itens higiênicos básicos. Dessa forma, muitas mulheres no Brasil não tem condições de passar o período menstrual adequadamente.

Em consequência disso, o acesso a higiene se torna um grande cenário cheios de problemáticas e dificuldades. O Ministério da Saúde consta na declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, no artigo XXV, define que todo ser humano tem direito um padrão de vida capaz de assegurar-se a sua família saúde e bem-estar. A higiene menstrual é um assunto de extrema importância, que, sem cuidados, pode ocasionar doenças como infecção urinária, sem contar o desconforto no ambiente de trabalho e estudantil, resultando em casos de desistência escolar por causa desse impasse.

Despreende-se, portanto, a urgência de novas medidas para reverter esse cenário no Brasil. Para isso o Ministério da saúde, principal responsável por assegurar o direito de saúde e bem-estar da sociedade, deve promover campanhas e parcerias. Isso deve ocorrer por meio de propagandas em redes sociais e televisivas anunciando projetos junto com universidades, escolas e postos de saúde com distribuição e arrecadação de absorventes. Dessa maneira, será possível que o problema seja gradativamente minimizado no País.