Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 06/04/2022

A pobreza menstrual é a falta de recursos básicos para enfrentar um fenômeno fisiológico de forma a não comprometer a saúde. Portanto, ela não se resume apenas a distribuição de coletores e absorventes, a falta de saneamento básico e o estigma social por trás do ato de menstruar, são empecilhos para o combate deste mal.

Em primeiro plano, a falta de saneamento básico afeta e atrapalha o Poder público a solucionar este problema. Isso se dá pelo fato de que o uso de coletores, que é a alternativa que tem a vida útil de 5 anos, sem a correta higienização é porta de entrada para diversas doenças.

Em segundo plano, o estigma social afasta o senso comum deste debate e torna mais dificil o diálogo e a tomada de decisões. Em recente episódio, o presidente Jair Bolsonaro vetou um projeto de lei que visava a distribuição de absorventes descartáveis. Esse veto é crucial para entender que o poder público e a sociedade, visa que a saúde dessas pessoas que são invisibilizadas, não é problema de saúde pública, até que maiores debates ocorram.

Portanto, é de suma importância a abertura de um diálogo maior na sociedade e a melhoria nas condições de saneamento básico para assim fazer sentido a distribuição de absorventes e coletores. Para isso, é necessário a implementação de banheiros populares para pessoas que não tem acesso a essas estruturas, e ainda, o Governo Federal, deve por meio de campanhas, distribuir absorventes e coletores para pessoas de baixa renda em escolas e nas ruas.