Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 05/03/2022

O curta americano ´´absorvendo tabus´´ escancara a realidade da vivência de mulheres em situação de rua por toda a Nova York e seus maiores impasses. Não distante do contexto hodierno brasileiro, a obra explicita a urgência do debate sobre pobreza menstrual, visto que as maiores problemáticas enfrentadas pelas mulheres no meio social são, por exemplo, o alto custo dos absorventes, juntamente a invisibilidade da causa feminina por direitos básicos.

Em primeira análise, é importante salientar que enquanto o corpo social brasileiro mantiver uma visão preconceituosa relacionada a higiene básica feminina nenhuma entrave será sanada. Visto que a inviabilidade financeira, fomenta o êxodo feminino dos meio de trabalho e ensino, tal fato contribui também na disparidade de direitos entre homens e mulheres. Bastante visualizado no meio escolar quando a discussão é sobre presença, segundo Marcela Passami, secretária de justiça uma em cada quatro garotas faltam às aulas no período menstrual por não possuírem absorventes, e então evitarem um constrangimento em público. Com isso, liberdade, justiça e solidariedade ficam cada vez mais distantes.

Além disso, a quase nula frequência dos debates relacionados à pobreza menstrual e sobre o quão desumano é relacionar as necessidades básicas femininas às masculinas principalmente no setor carcerário, acarreta a marginalização das presidiárias. Que infelizmente, por não terem acesso a coletores menstruais ou absorventes optam por miolos de pão, ou panos mal higienizados propíciando infecções por exposição e outras doenças. Assim distanciando de um senso de justiça humanitário.

Torna-se evidente, portanto, que a situação é grave e urge que medidas sejam tomadas por parte do Ministério dos Direitos Humanos, por intermédio de incentivos na diminuição dos impostos sobre absorventes e semelhantes, junto à ONG’s para distribuírem absorventes gratuitos nas escolas públicas e presídios de todo o país. Também é necessária a implementação de palestras com ex-presidiárias nas escolas. Com o afã de então, sensibilizar a população e evitar que os direitos das mulheres sejam violentadas posteriormente, assim concretizando o ideal de Constituição nacional.