Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 10/03/2022
De acordo com a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, observa-se a mesma condição no que concerne aos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave impasse, em virtude da educação precária sobre a menstruação e da falta de ações que promovam a acessibilidade aos fatores ligados à questão menstrual.
Primeiramente, é válido ressaltar que a falta de medidas educacionais sobre a menstruação é uma causa latente da problemática, uma vez que a ocultação do tema gera a desinformação de indivíduos nos meios de ensino. Nesse viés, o filósofo Herbert Marcuse defende que a escola é um ambiente no qual as temáticas ligadas às transformações sociais devem ser debatidas. Dessa forma, torna-se imprescindível a organização de aulas sobre a menstruação e as formas de combate à estigmatização associada ao assunto.
Além disso, outro empecilho é a precariedade do acesso aos elementos ideais para lidar com os assuntos menstruais. Nesse sentido, conforme o artigo 196 da Constituição federal de 1988, é dever do Estado garantir de maneira universal e igualitária o acesso à saúde mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e de outros agravos. À vista disso, fazem-se necessárias iniciativas políticas acerca da acessibilidade à água limpa e aos absorventes, ou seja, fatores básicos para enfrentar o ciclo menstrual com higienização.
Portanto, urge que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Tecnologia promova campanhas de conscientização, por meio das redes sociais e canais de televisão referenciados, com o fito de proporcionar conhecimento quanto à questão da situação da pobreza menstrual para a população. Tal ação deve conter relatos de meninas que tiveram suas vidas afetadas por esse assunto e como isso pode mudar se ele for devidamente discutido na sociedade e ensinado nas escolas. Dessa forma, espera-se que os desafios que empecilham o combate à pobreza menstrual sejam suprimidos e haja a formação de um Brasil melhor.