Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 24/02/2022
Ignorância. Descaso. Insensibilidade. Esses são alguns termos que tornam o combate à pobreza menstrual, no Brasil, um desafio. Infelizmente, essa é uma realidade do país, a qual é causada pelo desdém das autoridades diante dessa situação e pela estigmatização desse assunto na sociedade.
Em primeiro plano, é indubitável que o governo não trata a pobreza menstrual com a importância que deveria. Partindo dessa premissa, é válido salientar que em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu o direito à higiene menstrual como uma questão de direito humano e saúde pública. Tendo isso em vista, pode-se perceber que a partir do momento que os governantes não disponibilizam produtos de higiene para a população, como absorventes, e não tornam essa pauta relevante nas discussões, há um desrespeito aos direitos humanos, o que é um absurdo, já que para a ONU reconhecer esse aspecto, ele é nitidamente importante.
Em segunda análise, é indiscutível que a menstruação é um estigma incrustado na mentalidade de muitos brasileiros. Diante dessa perspectiva, é possível citar o documentário “Absorvendo o Tabu”, produzido pela Netflix, cujo mostra a situação de mulheres indianas em relação ao período menstrual, as quais têm vergonha, são julgadas como sujas por outros e por si mesmas, não têm conhecimento suficiente sobre o assunto e são totalmente oprimidas. Visto isso, é possível constatar que essa situação não é presente somente na vida de indianas, mas também de brasileiras, e isso deve ser mudado, dado que menstruar é totalmente normal e natural, e deve ser abordado sem preconceito e sem julgamentos, pois essa postura causa uma pobreza menstrual que já deveria ter sido erradicada.
Por isso, é necessário que o governo, através do Ministério da Saúde, desenvolva projetos de lei que acabem com a pobreza menstrual, por meio da distribuição obrigatória de absorventes em escolas, faculdades e postos de saúde, com estoques que devem ser abastecidos semalnalmente, além de promover palestras sobre o tema em escolas. Tudo isso com o intuito de dar dignidade e conforto às mulheres em período menstrual, uma vez que é um aspecto natural do corpo feminino,que não deveria ser um desafio tornar respeitado.