Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 02/03/2022
A série Absorvendo o Tabu, produzida pela netflix, conta a história de um grupo de mulheres na Índia que trabalham na produção de absorventes de baixo custo,para vender em localidades próximas no intuito de conseguirem sua independência e fornecer uma qualidade de vida melhor para todas. Fora do seriado,no Brasil, a pobreza menstrual ainda é uma triste realidade,nesse contexto,são determinantes a desigualdade social e a falta de informação sobre o assunto.
Em primeira análise, a pobreza traz diversas dificuldades para se ter uma condição de vida digna, com a falta de dinheiro itens de higiene básica como papel higiênico, sabonete, entre outros, são vistos como menor prioridade. Por conta disso, muitas vêem como solução o uso de pano ou até jornal para conter o fluxo menstrual. Através dados da OMS, foi possível observar que 28% das mulheres deixaram de ir a escola por não terem condições de comprar um absorvente, causando um impacto negativo para sua educação.
Além disso, a saúde feminina ainda é um tabu, e por isso pouco se fala sobre o assunto. Em um pesquisa feita pelo Conselho de Ginecologia, 4 milhões de mulheres no Brasil nunca foram ao ginecologista e 16,2 não se examinam por vergonha. Como consequência disso, a saúde da mulher pode se tornar prejudicada pois, por esses motivos a procura por consultas e exames de rotina diminui, impossibilitando o cohecimento sobre seu próprio corpo e o tratamento precoce de possíveis doenças.
Portanto, tendo em vista a gravidade do problema, é preciso que as escolas promovam, desde as séries do fundamental ao ensino médio palestras e campanhas com médicos e psicólogos para que conscientizem as meninas a conhecerem seu corpo, o ciclo menstrual e mostrem a importância de ir em consultas em postos de saúde. É necessário, ademais, o investimento na distribuição de absorventes principalmente em escolas públicas e ajuda financeira à aquelas com baixa renda para que assim converta essa situação.