Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 07/03/2022

Para o Documento Universal dos Direitos Humanos, “todos os seres humanos nascem livres e iguais”. Porém a realidade brasileira é bem diferente, principalmente ao tratar da pobreza menstrual. Apesar de igualdade ser prevista por lei, muitas meninas e mulheres sofrem todos os meses por não possuírem acesso a itens básicos de higiene. Tal fato acontece devido à desilgualdade existente no país, como também à pouca importância dada ao assunto pelos orgãos vigentes. É necessário, portanto, entender o papel da sociedade e do Estado frente a essa problemática.

Diante desse cenário, é importante compreender que a desigualdade é um fator crucial nesse problema. Muitas mulheres e meninas passam por constrangimentos em seu período menstrual por falta de absorventes e similares, afinal, mesmo sendo um item essencial, é preciso escolher entre comida e higiene. Além disso, grande parte da população com condições financeiras estáveis, não conhece tal realidade e consequentemente não entende como isso afeta negativamente a vida dessas pessoas, afastando meninas de escolas, cursos, entre outros ambientes.

Por outro lado, temos o Estado como principal agente perpetuador dessa condição. Apesar de ciente do fato e de como isso impacta as mulheres pobres, o governo admite uma postura machista e cruel. Contudo, o SUS distribui diversos itens gratuitamente, como preservativos, medicações, fralda e leite, por exemplo, o que torna inaceitável não fornecer um item extremamente crucial para a maioria da população do país.

Portanto, mudanças são necessárias. Para isso, o Ministério da Mulheres, Família e Direitos Humanos, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve elaborar um projeto de lei que garantiria a distribuição gratuíta de absorventes. Por meio de postos de saúde e escolas, como também em locais estrátegicos pelas cidades, assim como acontece com os preservativos, visando atender de maneira ampla toda a população. Ademais, palestras educacionais nas escolas e universidades se tornam fundamentais para aumentar a consciência da sociedade acerca desse assunto, formando assim, uma rede de apoio para diversas mulheres, garantindo, dessa forma, direitos iguais a todas.