Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/03/2022

Na Constituição Federal diz que todos os indivíduos são iguais perante a lei. Dessa maneira, a menstruação tem sido um tabu na sociedade brasileira, pois muitas mulheres e meninas não possui condição para se cuidar durante o período menstrual. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos presentes no tecido social silenciamento e negligência governamental.

Em primeira análise, evidencia-se à falta de conhecimento sobre determinado assunto no qual também é responsavél por fazer cidadãos que não lutem por seus direitos básicos como à saúde. Sob essa ótica, o documentário absorvendo tabu, gravado na Ìndia exibe uma população sem conhecimento básico, preconceito com as mulheres ao saber que elas estão menstruadas e a ausência financeira de escolas, universidades e até dentro da própria casa. Dessa forma, é possível verificar que no Brasil existe transtornos bem como apresentado no documentário.

Em paralelo ao silenciamento, a omissão governamental também é um entrave resultante na exclusão social, visto que, não há repasse de verbas para entidades como escolas e ambientes com o público debater sobre o assunto esquecido. Desse modo, segundo a pensadora alemã Hannah Arendt defende a tese de que a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos. Consoante a isso, percebe-se que o Estado não atende seu povo como deveria, tendo assim, uma insuficiência legislativa e a ideia de Arendt sendo um segundo plano.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar à pobreza menstrual. Dessa maneira, cabe o Ministério da saúde fazer eventos por meio de projetos pedagógicos como palestras, a fim de que brasileiras tenham acesso aos direitos exigidos. Somente assim, evitando episódios de exclusão por conta de um processo natural do seu corpo.