Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 19/03/2022
Na nova animação da Pixar, “Red, crescer é uma fera”, é retratada a menarca de uma menina como um panda vermelho gigante, o qual sempre aparece por causa de emoções extremas, exemplificando, assim, o conturbado início do período menstrual para as adolescentes. Semelhantemente ao longa, na realidade brasileira, garotas em período reprodutivo não podem menstruar com higiene e conforto, devido ao preconceito contra a menstruação, além da inacessibilidade aos absorventes, dessa forma, deve ser combatida a pobreza menstrual no país.
Nesse sentido, a falha educação sexual da Nação gera um tabu em volta do menstrûo, principalmente pelo público masculino. Dessa forma, as meninas nesse períodos tem que esconder os absorventes ou até evitam sair em público, mesmo em temporada escolar ou no emprego, até o fim do sangramento. Um exemplo disso é apresentado no documentario indiano “Absorvendo o Tabu”, no qual ao entrevistar os adolescentes sobre menstruação, muitos se recusaram a responder por ser considerada uma ofensa. Nessa conjuntura, como também ocorre no Brasil, ao socialmente obrigar as meninas a acobertarem a menstruação.
Ademais, segundo o Índice de Gini, o Estado brasileiro é o sétimo país mais desigual do mundo. Nesse contexto, absorventes e produtos de higiene pessoal tornam-se luxos para a parte mais carente da população, ésta, na qual as jovens em período menstrual tem que usar panos velhos, papel e até miolo de pão para conter os sangramentos. Contrariado, por fim, o descrito pela “Recomentação 21” do Conselho Nacional de Direitos Humanos, na qual o governo deve criar políticas para conter a pobreza menstrual no país.
Portanto, é preciso combater a escasses menstrual no Brasil e, para isso é necessário que o Ministério da Educação, por meio de palestras aulas mediadas pelos professores de sociologia e biologia, produza um ensino sexual efetivo, a fim de acabar com o preconceito menstrual causado pela desinformação. Além disso, é preciso que o Ministério da Saúde junto à Escola distribuam absorventes gratuitos às meninas mais carentes, com objetivo promover não só saúde e conforto a esse público, mas também permitir que elas possam frenquentar diversos espaços mesmo menstruadas.