Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 21/03/2022
Ao longo do processo de formação do século XXI, os desafios no combate à pobreza menstrual atingem grande parte da sociedade. Ao analisar a incorporação dos cidadãos nessa conduta, vê-se o aumento da violação do dever do Estado em garantir normas de saúde e higiene promulgado na Constituição Federal de 1988. Diante dessa perspectiva, é possível notar que a falta de acesso a itens básicos e de informação favorecem esse quadro.
Mormente, é indubitável que a ausência de acesso a utensílios básicos esteja en- tre as causas do problema. Isso se deve ao fato de, muitas vezes, a população fe- minina ou possuidora de útero não obterem condição financeira adequada para comprar itens de higiene menstrual. Nesse contexto, de acordo com os dados da “CNN Brasil”, 4 mihões de garotas sofrem de privação de cuidados menstruais nas escolas. Ademais, é evidente que a distribuição de absorventes femininos e coleto- res menstruais não são considerados questão de saúde pública. Desse modo, pre-
cisa-se da ação do Poder Público para atenuar esse obstáculo.
Outrossim, destaca-se a falta de informação como reforçadora dessa adversida-
de. Tal fato acontece, porque as escolas não orientam os alunos sobre educação menstrual, devido a falta de mecanismos e programas sociais. Nesse sentido, o filó-
sofo Thomas More, em seu livro “A utopia”, descreve uma ilha distópica, em que to- dos têm acesso a serviços de qualidade. Ainda, acentua-se a estigmatização da menstruação, definindo-a como algo que deve ser escondido. Dessa maneira, se não houver resolução, o problema continuará.
Infere-se, diante disso, que medidas são necessárias para solucionar os empeci-
lhos. Com isso, o Governo deve criar políticas públicas, por meio de verbas orça-
mentárias disponibilizadas pelo Estado, que visem arrecadar e distribuir produtos de higiene menstrual, a fim de aumentar o acesso a esses itens. Urge, ainda, que o
Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve criar projetos sociais, como palestras e disponibilização de cartilhas nas escolas, com o intuito de informar e normalizar o período menstrual. Assim, esse impasse será gradativa- mente minimizado no país de forma precisa e democrática.