Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 29/08/2022

O documentário “Absorvendo o tabu”, produzido pela Netflix, retrata a persistência do estigma da menstruação na sociedade indiana e as alternativas que um grupo de mulheres encontrou para tentar driblar o preconceito relacionado ao ciclo natural da mulher. Esse cenário de descriminação não é restrito apenas a população da Índia, visto que no Brasil existe a necessidade do combate aos desafios causados pela pobreza menstrual, dentre eles, a evasão escolar e as doenças causadas pela falta de má higiene.

Em primeiro lugar, apesar do avanço científico desfrutado nos últimos séculos, as mulheres ainda têm vergonha de falar sobre menstruação, algo que é natural ao corpo feminino. Esse constrangimento, somado a falta de acesso à absovente são os principais responsáveis pela evasão escolar da mulher. É o que mostra a pesquisa divulgada no site UOL, o qual diz que uma a cada cinco jovens falta à escola no período menstrual por não terem absorventes. Esse fator leva a mulher a dispor de menos dias letivos que os homens, afetando assim a sua aprendizagem e as suas futuras chances no mercado de trabalho.

Ademais, outro fator que dificulta o combate à pobreza menstrual, é a falta de acesso a uma higiene de qualidade. Moradoras de rua, mulheres de baixa renda, dentre outras, as quais não possuem acesso à água limpa, enfrentam dificuldades durante a menstruação por não possuírem meios para que possam fazer uma higiene adequada. Isso poderá causar doenças em seu órgão reprodutor e afetar a sua saúde. Com base nisso, a ONU reconhece a pobreza menstrual como uma violação aos diretos humanos, isso faz com que seja de imediata a necessidade da resolução desse problema em nossa sociedade.

Diante dos desafios e da demanda pelo combate à pobreza menstrual, cabe aos Ministério da Saúde, realizar campanhas de distribuição de absorventes entre a população menos abastada, além de promover debates nos Institutos Educacionais sobre o ato de menstruar e a sua importância para a manutenção da sociedade. Isso deve ser feito com o auxílio de profissionais da saúde, os quais deverão contribuir para a desmistificação de que a menstruação é algo ruim e vergonhoso, auxiliando, assim, na erradicação do estigma menstrual.