Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 24/03/2022
Em sua obra “Sapiens”, o pedagogo Yuval Harari aponta ao leitor que, ao longo do processo evolutivo da humanidade e, posteriormente, das primeiras civilizações, uma vasta gama de transformações socioculturais foram necessárias para a formação das comunidades. Apesar de a espécie humana possuir um índice de rapidez evolutiva elevado, especialmente no quesito sociedade, problemas sociais básicos ainda persistem no século XXI. No Brasil, tais impasses podem ser percebidos na vigência da pobreza menstrual, visto que a negligência governamental e o descaso social permanecem como agravantes dessa conjuntura.
Nesse cenário, a negligência do governo é perceptível na falta de políticas públicas direcionadas à parcela populacional que possui condições de higiene precárias. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado, e seu acesso deve ser garantido de modo universal e igualitário. Por isso, a fim de garantir uma melhor qualidade de vida para a população necessitada, a ação estatal se faz impresindível.
Ademais, o sociólogo Georg Simmel, em seu livro “The Metropolis and Mental Life”, determina a “Atitude Blasé” como o comportamento social dotado de indiferença ao se tratar de problemas que agravam a sociedade. Sob essa perspectiva, se faz necessária a ação social e governamental para que seja contornada a falta de visibilidade das minorias, a fim de dá-las voz e de reverter os impasses simultâneos que afetam essa parte da população.
Em síntese, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil são um tema relevante que requer soluções. Logo, o Ministério da Educação, órgão do Poder Executivo, deve fornecer as ferramentas necessárias para a disseminação informacional e para a construção do senso crítico dos cidadãos, por meio de palestras públicas educacionais, a fim de garantir a sensibilização populacional aos problemas que assolam as minorias. Assim, será facilitado o combate à “Atitude Blasé” presente no meio social.