Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 27/03/2022
Segundo o economista britânico Adam Smith: “A riqueza de uma nação se me-de pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes”. Por esse ângulo, o que observa-se no Brasil é a situação contrária, visto que, no país, existe uma histórica desigualdade social que se mantém devido à corrupção de muitos políticos e de-mais autoridades. Assim, a problemática da pobreza menstrual, no país, é resulta-do da miséria de seu povo, o que gera graves prejuízos à sociedade brasileira, co-mo o aumento da criminalidade e da prostituição, bem como a evasão escolar.
Nesse sentido, destaca-se o abandono da escola devido aos danos psicológicos dos indivíduos. Esses danos podem ser a vergonha, os traumas e a depressão, já que, em muitos casos, essas pessoas sofrem bullying no meio estudantil devido a sua carência menstrual. Ademais, a ausência de absorventes causa a baixa autoes-tima retratada no documentário “absorvendo o tabu”. Por isso, ao deparar-se com um ambiente hostil na escola, grande parte desse público afasta-se dos estudos. Tal fato causa a diminuição de indicadores importantes, como o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano -, dado que um de seus indicadores é a educação.
Além disso, é válido ressaltar o crescimento do número de delitos e de prosti-tuição no Brasil. Esse fato deve-se, sobretudo, à evasão escolar, pois em razão da baixa escolaridade, uma parcela considerável de indivíduos têm dificuldades em conquistar um emprego e buscam sustentar-se por meio do crime e da venda de seus corpos. Outrossim, os sujeitos, em situação de indigência menstrual, podem sentir-se excluídos e esquecidos pelo Estado e por seu povo. Essa postura compro-mete os direitos e deveres desses cidadãos, causando, por exemplo, a invisibilida-de civil, pois, com a marginalização dessas pessoas, algumas delas podem acreditar que não pertencem à sociedade na qual estão inseridos.
Com isso, verifica-se a urgência de conscientizar a população sobre pobreza menstrual. Faz-se necessário o diálogo franco e aberto no núcleo familiar para aca-bar com a vergonha e o bullying causados pelo tabu. Também é de suma importân-cia uma ação conjunta do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde por meio de palestras em escolas e universidades, que ensinem como lidar com o pro-blema. Logo, Essas medidas podem auxiliar o enfrentamento dessa adversidade.