Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 28/03/2022
Debate-se correntemente, sobre os desafios enfrentados no combate à pobreza menstrual em território brasileiro, realidade essa que assombra muitas cidadãs por não terem recursos básicos de higiene, ou pela existência de um tabu social que as priva de tratarem a mestruação como uma condição natural das pessoas que nascem com um útero.
Segundo pesquisa da CNN, no Brasil mais de 4 milhões de meninas são privadas de itens de higiene menstrual, havendo como principal dificuldade a falta de condições financeiras para manter esses produtos. Sobre essa perspectiva, é possível perceber uma necessidade de existir em escolas e em postos de saúde a distribuição de itens mínimos de cuidados menstruais, visto que uma parcela da população feminina brasileira não tem condições de arrendar esses insumos.
Outrossim, existe o preconceito social sobre a discussão do fluxo menstrual, possível de ser observado na série “Anne with an E”, em que foi retratada na dificuldade de falar e ensinar a personagem Anne sobre o assunto. Desta forma, percebe-se que há uma necessidade de se debater com mais naturalidade a menstruação, com o intuito de que não haja constrangimento de meninas ao se tratar disso em âmbito social, sendo visto como um processo natural do ser humano.
Em suma, é visível que a falta de acesso a itens de higiene menstrual e o preconceito gerado sobre a menstruação dificultam o combate à pobreza menstrual no Brasil. Assim, cabe ao Minitério da Saúde (MS), por meio da disponibilização de verbas, distribuir em postos de saúde e em escolas públicas absorventes, com a finalidade de prezar pela saúde menstrual feminina. Ainda cabe ao MS promover, por meio de cartilhas e propagandas em jornais, rádio e redes sociais, a discussão dos pais com seus filhos sobre o ciclo menstrual, para que esse tabu seja quebrado e se torne normal falar sobre a menstruação. Dessa maneira, haverá uma sociedade em que a pobreza menstrual será amenizada e as mulheres poderão ser livres desse preconceito.