Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 28/03/2022

Pobreza menstrual significa a falta de acesso ou de recursos para a compra de produtos de higiene e outros itens necessários para o período de menstruação feminina, como absorvente, coletor menstrual, entre outros. Em razão disso, a negligência governamental e a desiqualdade são fatores que impedem o combate a essa pobreza. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar medidas para a solução de quadro.

A princípio não há leis que visam conceder os itens básicos de higiene menstrual. Um exemplo disso é o veto do presidente Jair Bolsonaro a distribuição gratuita de absorventes à jovens de baixa renda do ensino público, mulheres em situação de rua, em vulnerabilidade social, presidiárias, entre outros. Portanto, pode-se concluir que tanto o presidente quanto os políticos em sua maioria homens, não estão preocupados com a saúde da mulher.

Além disso, uma parcela da população feminina não tem condição financeira de acessar esses produtos higiênicos, devido a desigualdade. Visto isso, uma enquete sobre menstruaçãofeita pelo Fundo das Nações Unidas e Fundo de Populações Unidas revelou que das adolescentes e jovens que mestrual, trinta e cinco por cento afirmaram que já passaram por alguma dificuldade de acesso à absorvente. Em resumo, por conta dessa situação muitas delas ficam com a frequência escolar baixa.

Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. Certamente, é fundamental que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos promulgue a lei que disponibiliza absorventes gratuitos às mulheres em condições de pobreza, para que elas não deixem de ir à escola, trabalho, entre outros. Ademais, as pessoas devem apoiar a causa e doar itens de higiene pessoas para instituições que fazem a disosição destes para mulheres em situação vulnerável. A partir dessas ações, espera-se promover uma diminuição da pobreza menstrual no Brasil.