Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 29/03/2022
Na obra ‘Corpo e alma do Brasil’, o sociólogo e político Florestan Fernandes é enfático ao afirmar que se o povo brasileiro fosse suficientemente educado, jamais aceitariam as condições de vida existentes no país. Ao considerar essa máxima como ponto de partida para lançar argumento acerca dos desafios no combate à pobreza menstrual, é visível que tal problemática afeta o corpo social tupiniquim e deve gerar indignação. Nesse sentido, cabe não so analisar de que forma a desigualdade social no Brasil agrava esse cenário, mas também inquuirir o por que a ausência de investimento governamental é um desafio a ser superado.
Em primeiro plano, é preciso dizer que, numerosas mulheres brasileiras de baixa renda durante o período menstrual se afastam de suas atividades profissionais e escolares por tal motivo fisiológico. Sob essa ótica, confirma-se a percepção de Fernandes na medida que uma vez educado, o corpo social brasileiro não aceitaria ser submetido a tal injustiça, partindo do ponto que a menstruação faz parte do ciclo da vida feminina e para sua contenção são utlizados absorventes, cujo preço foge da realidade das famíias indigentes. Isso, portanto, explica o afastamento destas de seus postos, ressaltando cada vez mais a enorme desigualdade monetária brasileira.
Ademais, a ausência de investimentos governamentais em campanhas de distribuição em bairros e cidades mais marginalizadas contribui para agravação do cenário da pobreza menstrual. Nessa perspectiva, ganha voz o filósofo Kant, ao teorizar em sua obra “Ensaio sobre a pedagogia” sobre a importância da educação na formação da conduta humana. À luz dessa ideia, vê se que, caso o corpo social brasileiro tivesse acesso a uma boa educação, exigiria uma medida efetiva, já que não lhes foram distribuidos recursos para higiene básica, violando assim o direito à saúde. Dessa forma, é inegável que a falta de higiene necessária durante o período menstrual pode gerar a plorifelração de doenças.
Esse cenário alarmante revela a necessidade de transformações acerca dos desafios ao combate da pobreza menstrual brasileira. Portanto cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos juntamente com o Ministério da Saúde, a distribuição de absorventes e produtos de higiene fundamentais para o período menstrual, por meio da criação de projetos e campanhas nacionais, utilizando monetariamente dos impostos ja cobrados mensalmente à área da saúde, com o intuito de findar os desafios enfrentados pelas mulheres de baixa renda no Brasil, para que as mesmas possam ter acesso aos recursos higiênicos que lhes são previstos nos direitos humanos.