Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 29/03/2022

A pobreza menstrual tem sido um tema muito pautado no cenário atual, sendo este, um problema que infere diretamente na vida das mulheres. De acordo com a Organização Das Nações Unidas, saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doenças, o que se opõe à situação vivenciada por grande parte das cidadãs brasileiras. Tal contradição, se vê, a grosso modo, na ausência de saneamento básico em algumas regiões, e a grande desigualdade social, que se faz evidente na perspectiva atual do país.

Em primeiro plano, a falta de saneamento básico, se faz presente como um dos fatores evidentes no debate sobre a pobreza menstrual, dentre as regiões que compõem o território nacional, o norte e nordeste são os mais afetados, Segundo dados de uma pesquisa conjunta da marca “Always”, e da plataforma de pesquisa Toluna, em ambas as regiões, mais de 30% das mulheres relatam ter passado por períodos em que não puderam comprar produtos de higiene menstrual.

Ademais, é notório destacar que, uma das causas para a pobreza menstrual, se forma, principalmente, acerca da desigualdade social, tendo em vista que, as pessoas mais atingidas por esse problema, são os indivíduos que não possuem acesso à informação, ou não têm recursos para comprar os itens básicos de higiene. Devido a tal afirmação, essa população sem acesso a produtos de higiene, se faz propensa a manifestar problemas de saúde.

Por conseguinte, uma intervenção governamental se faz necessária, tornando os utensílios básicos de higiene menstrual, gratuitos em postos de saúde, como já é feito com preservativos. Somado a isso, cabe ao Ministério da saúde promover saneamento básico para todas as regiões do Brasil, com o propósito não só de

garantir a saúde, mas também uma melhor qualidade de vida às mulheres no Brasil, por meio de investimentos em grande escala do estado, na manutenção dos postos de saúde, e abastecimento de itens básicos.