Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 04/10/2022
Um sentimento de impotência perante uma adversidade de difícil resolução, gerando, um ceticismo acerca da possibilidade de haver um futuro melhor. Observa-se isso na personagem em destaque no quadro “Sem esperança” da pintora Frida Kahlo. Contudo essa visão não se limita à arte, já que, na realidade, poucos têm acreditado na superação, por exemplo os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, dificultado, desse modo, a busca por soluções. Nesse prisma, cabe analisar essa questão no país.
Antes de tudo, nota-se a omissão de medidas governamentais que se mostra negligente ao permitir essa pobreza menstrual. Isso porque há uma falha no processo de investimento financeiro, uma vez que falta assegurar distribuição de Absorventes, Obs, e coletores menstruais, o que prejudica as mulheres que não têm condições de adquirir e pode impactar na saúde quando pessoas que menstruam recorrem a materiais anti-higiênicos que aumentam o risco de infecções urinárias. Sendo assim, verifica-se a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes, posto que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos.
Ademais, percebe-se a falta de empenho coletivo para alcançar, realmente, uma sociedade sem essa pobreza menstrual. Como prova verifica-se o comodismo de parte da população em não lutar por assitência estatal posto que falta oferecer nas escolas e em banheiros públicos produtos de higiene adequados para as garotas no periodo menstrual. Tomando as reflexões do sociólogo Zygmunt Bauman para explicar esse cenário, constata-se que, em virtude do pessimismo que se intensificou após a sgunda Guerra Mundial, as pessoas começaram a aceitar quadros negativos.
Portanto, o governo federal, como instância máxima de poder, deve realizar doações de produtos de higiene menstrual, por meio de parcerias com escolas, podendo ser pública ou privada, com objetivo de mitigar à pobreza menstrual no corpo social brasileiro.