Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 30/03/2022
O quadro expressionista “O grito”, de Edvard Munch, retrata o medo e inquietude de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. De maneira análoga, encontra – se esse semblante exposto em muitos brasileiros na sociedade contemporânea ao analisar temática. Desse modo, destacamos as extremas situações precárias de muitas mulheres e a negligência governamental como ponto notórios dessa problemática.
A princípio, nota - se que a falta de condições de realização da higiene menstrual de forma adequada, atinge pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade como moradores de rua e mulheres em privação de liberdade, como apontado no artigo do site “Brasil Escola”, consequentemente temos a saúde mental e física afetada em função do estresse, desconforto e discriminação. Diante disso, observa – se a declaração dada pela ONU, que desde 2014, considera a higiene menstrual como um direito que precisa ser tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos. Nesse viés, faz – se imprescindível a mudança desse cenário.
Outrossim, destaca – se que a falta de disposição do Estado potencializa a negligência governamental. Ademais temos, a falta de distribuição a itens básicos. Nesse contexto de inoperância, tendo em vista que o SUS distribui preservativos, entretanto não faz o mesmo com os absorventes, tal exposto exemplifica a teoria das instituições zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, o qual descreve como presente, mas sem cumprirem seu papel social com eficácia. Sob essa tendência, a mudança dessa realidade torna -se necessárias correções.
Portanto, é necessário medidas capazes de mitigar os desafios a pobreza menstrual. Dessa forma, o Ministério da Saúde deve implementar políticas públicas que garante o fornecimento de itens básicos de higiene, além de promover arrecadações de produtos de higiene menstrual, a fim de amenizar ou cessar a falta para pessoas sem condições. O Ministério da Educação, também tem a obrigação de ajudar, por meio de palestra feita em escolas, com o foco em debates abertos sobre assunto com a finalidade de trazer conhecimento e encerrar dúvidas. Conclui - se, que assim as novas gerações não sejam afetadas por estigmas do passado.