Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 03/04/2022

A pobreza menstrual é a condição que inúmeras mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social se encontram por não terem acesso a protetores menstruais. A falta a esses acessos traz diversos malefícios para a saúde feminina, como: infecções e evasão escolar, tornando-se um problema de saúde pública. Assim, os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil são muitos.

primeiramente, no Brasil, cada pacote de protetores menstruais descartáveis tem 25% de impostos no valor total, o que torna eles artigos de luxo. De acordo com o relatório da entidade “Livre para Menstruar”, 1 em cada 4 brasileiras não têm acesso a algum tipo de coletor menstrual. Por isso, em seus lugares, as mulheres em situações de pobreza utilizam panos cortados, folhas de jornais, sacos plásticos e até miolo de pão, os quais, não são recomendados devido aos altos riscos de infecções urinárias, vaginais, algumas capazes de levar elas a óbito. Dessa forma, é importante realizar uma intervenção estatal, para que se alcance a dignidade e combata a pobreza menstrual.

Outro impacto causado pela pobreza menstrual é a evasão escolar, na qual, há falta de estruturas sanitárias, assim, o ambiente acaba sendo considerado desagradável. Em média, a menstruação leva em torno de 5 dias. Logo, as estudantes podem perder até um quarto do ano letivo. A Unicef, afirmou que quando uma menina passa por esse período de forma inadequada, estamos violando sua dignidade. Por consequência, a construção de políticas públicas eficazes são obrigatórias e de direito. Pois, de acordo com a Constituição Federal, são alguns dos direitos sociais o acesso de todos os cidadãos: a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia e o lazer.

Em suma, a pobreza menstrual no Brasil é considerada um problema de saúde pública. Portanto, apesar dos desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil, medidas são indispensáveis; cabe ao Governo Federal (responsável por seguir a constituição brasileira de 1988) incluir absorventes nas cestas básicas e distribui-las para as mulheres necessitadas, , por meio da ajuda de ONGs relacionadas a causas femininas, a fim de erradicar a defasagem no aspecto de pobreza menstrual.