Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 04/04/2022

“É pior do que cobra cascavel, seu veneno é cruel”. Os versos da canção de Rita Lee, cantora e compositora brasileira, podem ser classificados como uma metáfo-ra para os problemas presentes na sociedade. De maneira análoga, o combate à pobreza menstrual no Brasil, podem ser classificados como um “veneno”, haja vista prejudica a vida de pessoas. Desse modo, esse cenário é fruto quanto da falta de investimentos tanto da naturalização desse comportamento.

Sob esse viés, é importante acentuar, que a falta de investimento caracteriza-se como um complexo dificultador do contratempo supramencionado. Segundo da-dos da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento na nação, somando os setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entan-to, para agir sobre problemas coletivos, como a questão do combate à pobreza menstrual, é preciso de investimento massivo. Como há uma lacuna financeira no que tange ao problema, sua erradicação tem sido complicada.

Ademais, o combate à pobreza menstrual na federação é, infelizmente, naturali-zado por boa parte da sociedade. Conforme o livro “Eichmann em Jerusalém”, da filósofa política alemã, de origem judia, Hannah Arendt, as pessoas param de ver como errado um comportamento opressivo, quando ele ocorre cotidianamente. Por esse viés, infere-se que a sociedade ao tornar corriqueira e irrelevante o com-bate à pobreza menstrual, impede a aproximação desse tema público, dificultan-do a mitigação do estorvo. Assim, é configurada uma sociedade que, apesar de ter isonomia garantida na Constituição federal, de 1988, marginaliza a maior parte do seu corpo social.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para isso ocorre, cabe ao MEC- Ministério da Educação- em parceria com a Secretaria de Cultura, promover palestras em escolas, para alunos do ensino médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser web conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o combate à pobreza menstrual no Estado e, assim, atingir um público maior. Realizando isso, essa temática não será mais um “veneno” para o Brasil hodierno.