Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 08/04/2022
No que diz respeito à igualdade de gênero, a higiene feminina deve ser trazida a debate, em especial, a higiene mestrual. Dado o fato que, cerca de 19 milhões de pessoas passam fome no Brasil, é de se afirmar que, em algumas famílias, absorventes sejam deixados de lado para terem o que comer. Mediante a isso, a pobreza menstrual carrega em mulheres, ignoradas pela Saúde Pública, não só transtornos emocionais como também problemas de saúde ligados a doenças ginecológicas.
Primeiramente, é válido frisar sobre os transtornos emocionais após um episódio da falta do objeto higiênico. Tal fato ocorre, principalmente, em jovens mulheres que frequentam ambientes acadêmicos ou laboriais, logo, impossibilitadas de adquirir um simples absorvente, se veem também impossibilitadas a sairem de suas casas. Dessa forma, sentem-se privadas de frequentar diversos lugares necessários para o seu desenvolvimento pessoal, trazendo assim, sentimentos de impotência, esquecimento e desamparo da sociedade.
Segundamente, é oportuno elucidar, sobre os problemas de saúde relacionados às doenças ginecológicas. Como dito acima, essas mulheres podem não sair de suas casas na falta de recursos menstruais, mas, há casos em que essas tentam encontrar alternativas para reterem o sangue de formas precárias. Pedaços de pano, miolos de pão e até papéis são colocados para suprir suas necessidades. Dessa maneira, estão suscetíveis a vírus e a bactérias em contato com seu orgão genital, tornando doenças infecciosas uma preocupação pertinente em suas vidas.
Por fim, alternativas devem ser traçadas para extinguir estes problemas, visando o ambito social e o pertencente a Saúde Pública. Portanto, cabe ao Governo Federal mediante ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, criar programas sociais especializados em casos de mulheres marginalizadas ao amparo emocional, causados pela pobreza menstrual, em ambientes escolares e de trabalho. Além disso, certamente é um dever também do Governo, em acorodo com o Ministério da Saúde, criarem leis que aprovem a distribuição de absorventes em postos de saúde, assim como os preservativos masculinos. Só assim, poderemos dar melhores condições à luta de igualdade de genêro no Brasil.