Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/06/2022
Na obra “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os obstáculos. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, percebe-se o oposto dos ideais de Platão, visto que a pobreza menstrual no Brasil representa um empecilho de grandes proporções. Isso ocorre devido à condição precária de grande parte dos brasileiros em consonância com o desconhecimento da população acerca da importância dos cuidados com o corpo.
Em primeiro plano, é válido destacar que a realidade de diversas famílias brasileiras é marcada por inúmeras dificuldades e extrema pobreza. Diante disso, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, bem como eliminar situações de desigualdade e, assim, promover a coesão social. Sob esse viés, observa-se que o governo tem como função assegurar a população marginalizada o acesso a itens básicos, como absorventes e produtos de uso pessoal, ação essa que normalmente não acontece.
Ademais, é necessário ressaltar que a maioria das pessoas, incluindo mulheres, não possuem muito conhecimento sobre o processo menstrual. Acerca disso, conforme o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nessa lógica, fica evidente que como as informações obtidas pelas meninas durante o início da menstruação são poucas e, muitas vezes, aliadas ao senso comum, as garotas não tratarão o tema com a devida importância.
Em suma, medidas são necessárias para combater esse problema. Portanto, a OMS, órgão responsável por tratar de questões relacionadas a saúde, deve, por meio de verbas governamentais, proporcionar campanhas em espaços abertos e, como consequência divulgar a necessidade da atenção ao ciclo menstrual, além de fornecer gratuitamente produtos fundamentais para indivíduos do sexo femino sem condições,com o intuito de combater a pobreza menstrual no Brasil.