Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 10/04/2022

A Constituição federal de 1988, em seu artigo 6°, prevê que todos possuem direitos sociais irrevogáveis, como a saúde e ao bem-estar. Contudo, no Brasil, a realidade é diferente devido aos desafios no combate à pobreza menstrual no país, pois muitas vezes as mulheres afetadas por esses problemas vão ter suas vidas pessoais atingidas. Inquestionavelmente, as principais causas dessa problemática são a omissão governamental em buscar soluções e o sucateamento da saúde.

A priori, é irrefutável que o Estado não busca resolver e dar reparos as jovens afetadas por esses desafios. Segundo Aristóteles, ilustre filósofo grego, o bom governante é aquele que jamais negligencia as necessidades de seu povo e busca a igualdade de direitos. Entretanto, hodiernamente, percebeu-se que o ideal aristotélico não é praticado pelo Estado, visto que milhões de meninas não tem acesso a absorventes gratuitos, o que, lamentavelmente, as impedem de ir para a escola no período menstrual. Sob essa perspectiva, é indubitável que a impécia do Poder Público, infelizmente, afeta na vida de milhares de adolescentes.

Em segunda análise, é válido ressaltar a falta de investimento na saúde educacional acerca das dificuldades em lutar contra à pobreza menstrual. A primeira ‘‘Guerra Mundial’’, teve-se algumas descobertas incríveis e uma delas foi o absorvente feminino dando um grande avanço para as mulheres da época. Nessa analogia, o mundo atual ainda consiste na desigualdade social, e não tem nenhum investimento estatal que contribua para que a parcela mais pobre das meninas tenham acesso de qualidade a sua saúde pessoal. Sob essa ótica, é inegável o sofrimento das garotas do país sem a atenção que merecem.

Portanto, fazem-se necessárias medidas que promovam o fim de tais problemas. Nesse sentido, o governo deve criar projetos e investir na área da saúde educacional feminina, através de empresas especializadas, com a finalidade de promover o acesso gratuito de absorventes nas escolas. Assim, o Ministério da Educação, órgão responsável pelo meio educacional, deve estimular a criação de kits menstruais, como coletores, absorventes e cadernos com informações. Espera-se, com isso, que a Constituição federal seja respeitada integralemente.