Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 20/04/2022
De acordo com o artigo 6º da Constituição Federal brasileira, a saúde, a educação e o trabalho são direitos sociais de todos os cidadãos do Brasil. Embora seja previsto por lei esses direitos, é inegavél que esses previlégios são muitas vezes retirados de algumas meninas e mulheres por causa da pobreza menstrual, o que se deve a fatores como a falta de informação e de políticas públicas.
A princípio, o tabu em relação a menstruação acarretou na pouca informação sobre o assunto. Com isso, a série Anne with an E, produzida pela empresa de streaming Netflix, mostra a primeira mestruação da personagem Anne, que fica desesperada imaginando que está doente pois não sabia do que se tratava o sangue em sua roupa. Desse modo, situações como essa acontece de forma recorrente com várias meninas, provocada pela falta de diálogo da família e da escola, o que perpetua ainda mais a situação de desamparo e vergonha por parte dessas jovens.
Ademais a carência de políticas públicas que ajudem mulheres e meninas em período menstrual é grande. Dessa forma, de acordo com a pesquisa da Sempre Livre Brasil, 22% das jovens de 12 a 17 anos não têm acesso a produtos básicos de higiene menstrual, o que é consequência da vulnerabilidade economica delas e a falta de distribuição de absorventes pelo poder público. Em vista disso muitas garotas acabam deixando de frequentar a escola e o trabalho, e até mesmo colocando sua saúde em risco, tudo isso em decorrência da falta de produtos de higienie menstrual, o que prejudica ainda mais essas mullheres e eleva também a desigualdade de gênero.
Dado o exposto para diminuir a pobreza menstrual no Brasil, torna-se necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, por meio de liberação de verbas para todos os estados, faça palestras educativas de educação sexual em escolas de nível fundamental e médio, bem como a distribuição de produtos de higienie menstrual em postos de saúde, empresas e instituições de ensino. E por fim, que a partir dessas ações as mulheres possam ter uma melhor qualidade de vida e saúde para consquistar seus objetivos com dignidade, sem precisa desistir por uma condição natural do seu corpo.