Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 13/04/2022
Uma em cada quatro jovens já faltou aula no Brasil por estar em período menstrual e não ter acesso a itens de higiene básica para passar por esse processo, revela o jornal G1. Visto isso, entende-se a importância de solucionar esse grave problema pois a pobreza menstrual afeta diretamente o rendimento escolar. Para enfrentar a problemática citada, devem ser analisados fatores socioeconômicos e educacionais.
Primeiramente, deve-se analisar os efeitos de fatores como a desigualdade social no Brasil. Segundo Nietzsche “A desigualdade dos direitos é a primeira condição para que haja direitos", porém, embora a ONU tenha considerado o acesso a itens de higiene um direito básico, muitas pessoas continuam sem possuir acesso a esses devido a condições econômicas extremamente vulneráveis. Em um país onde significativa parcela da população vive com menos de 1 dólar por dia, possuir dinheiro para adquirir recursos de higiene feminina como absorventes e coletores menstruais é considerado luxo.
Além disso, fatores educacionais são extremamente importantes para a ocorrência do problema. Para o filósofo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, portanto, sem ela, dificilmente o homem chegará a lugar algum. Visto isso, é necessário que as pessoas tenham acesso á informação para que além de terem conhecimento de seus direitos básicos, possuam acesso a esses recursos, assim como onde encontrá-los gratuitamente e como usá-los em seu benefício, entretanto, devido a certa negligência, poucas pessoas tem acesso ao conhecimento.
Verifica-se, portanto, que o problema é grave e deve ser combatido. Por isso, o governo com a ajuda de ONG´s e da mídia, a exemplo de redes sociais, televisão e rádio, deve garantir o acesso de toda a população a esses recursos, por meio de projetos que além de divulgar informações sobre o uso e sua importância, ofereçam esses artifícios à população a fim de que o problema em relação a pobreza menstrual seja resolvido no Brasil.