Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 14/04/2022
Uma em cada quatro jovens já faltou aula no Brasil por estar em período menstrual e nao ter acesso a itens de higiene básica para passar por esse processo, revela o jornal G1. Visto isso, entende-se a importância de solucionar esse grave problema pois a pobreza menstrual afeta diretamente o rendimento escolar. Para enfrentar a problemática citada, devem ser analisados fatores socioeconômicos, como a desigualdade social e fatores como a falta de acesso a informação da população.
Primeiramente, deve-se analisar os fatores como a desigualdade existente no Brasil. Segundo Nietzsche “A desigualdade dos direitos é a primeira condição para que haja direitos”, porém, embora a ONU tenha considerado o acesso a itens de higiene um direito básico, muitas pessoas continuam sem possuir acesso a esses devido a condições econômicas extremamente vulneráveis. Em um país onde significativa parcela da população vice com menos de um dólar por dia, muitas vezes não tendo o que comer ou onde morar, possuir dinheiro para adquirir recursos de higiene feminina como absorventes e coletores menstruais é considerado um luxo apenas para a classe com maior poder aquisitivo.
Além disso, fatores educacionais são extremamente importantes para a persistência do problema. Para o filósofo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, portanto, sem ela, dificilmente o homem chegará a lugar algum. Visto isso, é necessário que as pessoas tenham acesso à informação para que além de terem conhecimento de seus direitos, possuam acesso a esses recursos, assim como onde encontrá-los gratuitamente e como usá-los em seu benefício, entretanto, devivo a negligência estatal sofrida pela população mais pobre, uma restrita parcela da sociedade possui acesso ao conhecimento.
Verifica-se, portanto, que o problema é grave e deve ser combatido. Por isso, o governo com a ajuda de ONG’s e da mídia, a exemplo de redes sociais, televisão e rádio, deve garantir o acesso de toda a população a esses recursos, por meio de projetos que além de divulgar informações sobre o uso e sua importância, ofereçam esses artifícios às pessoas, a fim de que o problema em relação a pobreza menstrual seja resolvido no Brasil.