Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 20/04/2022

Durante a Grécia Antiga, especificamente entre o povo de Atenas, a mulher era vista de forma contemplativa, pois representava a fertilidade, da qual origina todo ser. Fora do contexto histórico, a realidade brasileira encontra-se de forma contrária, uma vez que é possível notar desafios no combate à pobreza menstrual, mesmo sendo esta parte da natureza reprodutiva feminina. Sendo assim, é importante analisar as causas e consequências, a fim de tratar esse pernicioso cenário.

De início, vale destacar a desigualdade social como principal empecilho frente ao problema destacado. Segundo o índice de Gini, o Brasil é um dos mais desiguais socioeconomicamente, o que comprova que grande parte da população não possui meios financeiros para higiene pessoal. Consequentemente, produtos de coleta menstrual são considerados de menor prioridade, já que aproximadamente 10% da população, de acordo com o IBGE, não possui recursos para suprir a alimentação básica.

Ademais, cabe ressaltar a negligência estatal como fator crucial para a continuidade desse obstáculo. Consoante o filósofo Thomas Hobbes, é obrigação das autoridades manter o bem-estar populacional; contudo, isso não é praticado no Brasil, visto que a não distribuição de absorventes e coletores dificulta a igualdade de oportunidades perante a sociedade feminina. Dessa forma, faz-se mister a reformulação da postura governamental de forma urgente, dado que as atitudes atuais configuram o maior impasse para o desenvolvimento da nação.

Portanto, com objetivo de alterar o cenário exposto, é dever do Poder Legislativo, responsável por criar políticas públicas que fomentem normas existentes ou a criação de novas, a distribuição gratuita de coletores menstruais para pessoas com renda baixa, além de escolas públicas, a partir da formulação de projetos de leis que garantam a realização desse com a renda pública, a fim de combater a pobreza menstrual. Somente assim, as mulheres serão novamente valorizadas como as de Espartas.