Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 14/05/2022

A Constituição Brasileira de 1988 garante a todos os cidadãos de acordo com o Artigo 196 o direito à saúde, porém durante o ciclo menstrual de boa parte da população do país é notório que tal lei não é cumprida. Com isso, deixando mulheres cisgêneros e homens transgêneros a merce de todas as complicações que a pobreza no período da menstruação pode trazer a seu bem-estar. Logo, é preciso combater tal realidade no Brasil o que aponta para dois desafios: a desigualdade social e a falta de informações.

Em primeira analise, é importante pontuar que um dos desafios no combate à pobreza menstrual no país é a desigualdade social. Nessa óptica, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em pesquisa realizada no ano de 2020, 1 em cada 4 brasileiros vive abaixo da linha de pobreza. Dado o exposto, é evidente que com considerável parte da população nacional vivendo em situação de miséria extrema, essa não terá condições de comprar produtos relacionados a higiene no periodo da menstruação. Portanto, a marginalização da população pobre a exclue de viver dignamente até durante o ciclo menstrual.

Ademais, outro desafio no combate à pobreza menstrual na nação é a falta de informações. Nesse sentido, conforme dito pelo jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein no conceito de “Cidadania de Papel” as leis brasileiras só asseguram os direitos dos cidadãos no papel. Dito isso, é perceptível que para valer seus direitos não só no papel é necessário a cobrança dos governantes pelos cidadãos, entretanto uma população pobre sem acesso à informações não sabe como cobrar seus direitos, especialmente em relação à pobreza menstrual. De tal modo, um povo desinformado forma indivíduos inconscientes dos deveres governamentais.

Dessa maneira, para combater os desafios da pobreza menstrual no Brasil é vital ação do Ministério da Saúde juntamente com as secretarias estaduais. Esses devem distribuir gratuitamente kits de higiene menstrual em postos de saúde, escolas e faculdades, especialmente nesses espaços localizados em áreas periféricas e interioranas. Além de incluir em tais kits panfletos informativos sobre mestruação e direitos, relacionados a saúde dos cidadãos. Com tais medidas será dado dignidade e bem-estar a toda população brasileira.