Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 23/04/2022

Na produção “Absorvendo o Tabu”, documentário curta-metragem, ganhador do Oscar em 2019, conta a história de como foi desenvolvida uma máquina para fazer absorventes biodegradáveis e de baixo custo nos vilarejos indianos. Além de como as mulheres e meninas são capacitadas para trabalhar nessa produção e venda de absorventes. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) se considera o acesso à higiene menstrual um direito, que deve ser tratado como uma questão de saúde pública, mas não é isso que ocorre na prática. Entretanto, o que é pobreza menstrual ?

Ela se define pela falta de recursos básicos (absorventes ou coletores menstruais, sabonetes, água, papel higiênico, etc), infraestrutura adequada (banheiros seguros e bem conservados, saneamento básico, coleta de lixo) e conhecimento (quebra de tabu e preconceitos sobre o tema) para que pessoas que menstruam tenham plena capacidade de cuidar de sua menstruação.

No Brasil, de acordo com Girl Up, uma em cada quatro adolescentes não possui um absorvente durante seu período menstrual. O “Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos”, elaborado pelo UNFPA e pela UNICEF, indica que 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em seu domicílio. Outras 4 milhões não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas, como absorventes, sabonetes ou mesmo banheiros.

Embora a questão econômica seja o fator central da pobreza menstrual, a falta de informação sobre o tema faz com que a situação se torne ainda pior. A falta de conhecimento e informação reforçam certos tabus em torno da menstruação, gerando diversos tipos de preconceito. Muitas jovens têm, inclusive, vergonha de ir ao médico e desconhecem o funcionamento do própio corpo. Uma das formas de combater a pobreza mestrual é por meio de ONGs e principalmente o auxílio do Governo Federal, investindo em infraestruturas nas escolas, distribuição de absorventes e itens básicos de higiene para a população mais carente, distribuição gratuita de medicamentos em postos de saúde e campanhas de concientização dentro e fora das escolas para ensinar crianças e adolescentes sobre como funciona o ciclo mesntrual, diminuindo o problema de muitas mulheres.