Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 23/04/2022
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da pobreza mentrual contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, o grupo de pessoas com útero é negligenciado constantemente. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: carência de conhecimento e necessidade de uma melhor infraestrutura.
Em primeira análise, a falta de informção mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm um esclarecimento sério sobre a falta de acesso a itens de higiene no periodo menstrual, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da ausência de serviços básicos de uma sociedade. A filósofa alemã Hannah Arendt defende que o espaço público seja preservado para que se assegurem as condições da prática da liberdade e da manutenção da cidadania. Ou seja, sem uma infraestrutura pública, o cidadão é prejudicado. Esse aspecto está presente de maneira decisiva no que tange ao combate da precaridade menstrual, uma vez que há falta de investimento governamental em sua infraestrutura, o que acaba por dificultar sua resolução.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. É preciso, portanto, que as comunidades, em parceria com as escolas, mobilizem-se a fim de exigir melhorias na infraestrutura existente. Tal conscientização pode ocorrer através de projetos escolares e mostras culturais, que exponham a relevância do problema à população nacional. Além disso, nestes eventos, a população pode ser conscientizada sobre como a falta de conhecimento do ciclo de menstrual acarreta em uma privação de direitos básicos, para combater questões como a pobreza menstrual. Dessa forma, a máxima de Hannah Arendt seria concretizada na
realidade brasileira.