Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 15/05/2022

A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à preservação cultural a todos os residentes do país. No entanto, percebe-se uma falha na efetivação desse princípio da Lei Menor, uma vez que os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil surgem como um complexo problema a ser sanado. Nesse modo, a negligência do Estado e a displicência das redes sociais protagonizam a manifestação do revés.

Diante desse quadro de falta de ajuda de produtos higiênicos femininos no nosso país, é importante acentuar a ausência do poder público como fomentadora da adversidade. Por conta disso, vale relembrar os estudos de Thomas Hobbes, a partir dos quais o filósofo afirma ser dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a sociedade. A concepção, porém, não se aplica em atual circunstância, pois o Governo não atua na formulação de ações que resolveriam os desafios da pobreza menstrual no Brasil, como criar postos de distribuição de absorventes. Ações essas que, poderiam ajudar a parcela feminina da população a ter um ciclo menstrual mais confortável. Logo, é necessário que a conduta do setor administrativo seja revista e analisada.

Ademais, faz-se necessário discorrer acerca da displicência da Funai. Acerca disso, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, algumas instituições deixaram de exercer sua função e começaram a operar como zumbis. À luz da lógica baumaniana, a falta de combate em relação a pobreza menstrual, expõe a base zumbificada da CEMUR, dado que, embora seja responsável por ajudar as mulheres e a sua saúde, tal instância se omite de sua função social. Deste modo, urge que essa organização conscientize-se do seu papel.

Assim, é crucial mitigar o combate à pobreza menstrual no Brasil. Com vistas a isso, cabe ao Governo Federal colocar pontos de distribuição de absorventes em postos de saúde, por meio de verbas oriundas dos cofres públicos, a fim de diminuir os gastos de mulheres em sua higiene. Outrossim, a CEMUR deve lutar pela distribuição de absorventes em postos, com fito de aliviar os gastos femininos em higiene pessoal. Com essas medidas, passará a ser o Brasil permeado pela concretização dos princípios constitucionais.