Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 29/04/2022
A menstruação é um assunto muito pouco falado abertamente, justamente por ainda ser, muitas vezes, vista como um tabu em muitos lares brasileiros. Essa situação ainda fica pior quando refletimos sobre uma vertente delicada da menstruação que afeta milhares de meninas e mulheres brasileiras: a pobreza menstrual. Existe um número expressivo de mulheres que sofrem com a falta de artigos de higiene durante o período em que ficam menstruadas, o que pode gerar ainda mais constrangimento. Dessa forma, é necessário que os desafios relacionados à pobreza menstrual sejam discutidos, a fim de que autoridades competentes no Brasil tomem providências.
De acordo com uma pesquisa do site UOL, uma em cada cinco meninas já faltaram na escola pelo menos uma vez na vida por não terem acesso a absorventes no período em que ficaram menstruadas. Além disso, mais de 4 milhões de meninas não têm nenhum acesso a artigos básicos de cuidados menstruais, como absorventes descartáveis, internos e até mesmo sabonete para tomarem banho.
Ademais, a pobreza menstrual é ainda mais alarmante e preocupante para mulheres presidiárias. Ainda de acordo com uma pesquisa do site UOL, mulheres que estão presas não têm acesso a nenhum tipo de absorvente, fazendo uso de miolos de pão, sacolas plásticas e até papel de jornal para estancar o sangue durante o período. Esses dados são alarmantes, pois, o uso desses materiais para substituir absorventes descartáveis pode levar a graves infecções íntimas. Dessa forma, é essencial que autoridades governamentais competentes se preocupem com essa temática e busquem uma solução viável.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde promover a distribuição de absorventes para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social, através de projeto de lei aprovado, a fim de que a pobreza menstrual seja drásticamente diminuída no Brasil.