Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 01/05/2022
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado. De maneira análoga a isso, há os desafios encontrados no combate à pobreza mestrual no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de informações vinculadas a menstruação e a desigualdade sanitária na vida de pessoas com baixa renda.
Em primeira análise, evidencia-se a falta de informação a meninos e meninas sobre menstruação. Sob essa ótica, é possível observar que nas escolas e até mesmo na internet este não é um assunto abertamente tratado, tendo consequências na forma com que as pessoas veem e lidam com os períodos menstruais. Dessa forma, é possível notar que qualquer forma de instrução é importante, para que nenhum indivíduo passe por uma situação sem saber o que fazer ou para quem recorrer.
Além disso, é notório como a desigualdade de renda do país influência na vida menstrual. Desse modo, segundo a fala de Adib Domingos, há uma coexistência de duas assistências médicas num mesmo local, a de baixo e a de alto nível. Consoante a isso, é importante ressaltar como para pessoas de baixa renda menstruação significa muito mais do que somente mais um hábito de higiene, quando há falta de dinheiro para fornecer alimento, itens de higiene pessoal não são prioridades.
Despreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a pobreza menstrual no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde promover a distribuição de itens de higiene pessoal, por meio de um projeto social através de uma campanha nacional, a fim de conscientizar a população e integrar as pessoas de baixa renda para que seja dada a elas a devida assistência. Somente assim, será possível garantir o direito de todo cidadão ao acesso ao cuidade com a saúde, como previsto na Constituição de 1988.