Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 03/05/2022
“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. Nesse trecho da música da banda Legião Urbana há a denúncia acerca de diversos problemas sociais. Assim, na realidade brasileira, isso pode ser observado em relação aos desafios no combate à pobreza menstrual na sociedade brasileira, à medida que há um descaso governamental e à ausência de reflexão perpetuam esse problema.
Efetivamente, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, a saúde é um direito social, ou seja, deveria ser assegurado a toda a população. Entretanto, isso não ocorre na prática, haja vista o fato de que o descaso governamental faz com que não se apliquem medidas efetivas para a resolução da pobreza menstrua no Brasil. Desse modo, muitas pessoas sofrem com a falta de itens básicos de saúde, como absorventes e coletores menstruais. Esse cenário afeta não somente a saúde física, mas também a saúde mental dessa parcela da população.
Além disso, a falta de reflexão pode ser vista como uma mazela que impede a resolução da pobreza menstrual. Isso porque, segundo o conceito de “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, as pessoas possuem relações sociais fragmentadas, não se importando com o que acontece ao seu redor.. Nesse sentido, aparecem atitudes como o desmerecimento de projetos que visam arrecadar e distribuir produtos de higiene, tendo como consequência uma sociedade que não procura atender as necessidades básicas do outro.
Desse modo, para que haja um combate à pobreza menstrual no Brasil, o Governo deve instituir um comitê gestor formado por representantes de várias áreas. Essa ação se dará por meio de maior direcionamento de verbas para projetos e iniciativas de arrecadação e distribuição de produtos, e para campanhas informativas acerca da importância desse tipo de ação para uma melhor qualidade de vida dos indivíduos que, infelizmente, ainda não possuem acesso a esses itens. Isso será feito a fim de remediar não somente o descaso governamental, bem como a falta de pensamento crítico da sociedade brasileira.